Notícias

ANESTESIOLOGISTA BRASILEIRO É DESTAQUE INTERNACIONAL

A anestesiologia tem conquistado grandes avanços em todo o mundo. E os especialistas brasileiros têm contribuído arduamente em debates e estudos que desenvolvam ainda mais a especialidade, visando a segurança e bem-estar dos pacientes. Recentemente, o médico Daniel Perin foi eleito membro da diretoria (Board of Directors) da Sociedade Americana de Vias Aéreas (SAM). O anúncio foi divulgado durante o Congresso Mundial de Vias Aéreas (WAMM), realizado em Amsterdã, na Holanda.

Com um currículo extenso em especializações, Daniel Perin se tornou o primeiro brasileiro a assumir o posto na entidade internacional. Ele é doutor em Anestesiologia pela Faculdade de Medicina da USP, líder em Gerenciamento de Vias Aéreas pela Universidade de Chicago – Pritzkel, instrutor do CTVA (Centro de Treinamento em Vias Aéreas), Membro do Comitê Internacional da SAM e da DAS (Difficult Airway Society).

Na entrevista a seguir, o profissional fala sobre os desafios que projeta enfrentar e sobre o impacto de ter um brasileiro na diretoria da SAM.

-Qual sua expectativa de trabalho e o que vai direcionar sua atuação na SAM?

Meu principal objetivo será contribuir para a discussão de casos clínicos sobre as vias aéreas e a troca de experiências e técnicas visando a promoção da segurança dos pacientes. Uma forma de fazer isso é ampliar o relacionamento da entidade com os Centro de Treinamento em Vias Aéreas (CTVAs). O intuito é desenvolver ainda mais atividades relacionadas ao ensino e treinamento no manejo básico e avançado de vias aéreas.

A minha expectativa é que possamos aprimorar técnicas para melhorar ainda mais o atendimento aos pacientes. Para isso, vamos seguir estreitando os laços com as entidades de todos países.

– O senhor é o primeiro brasileiro a assumir o posto na entidade internacional. O que isso representa para a anestesiologia brasileira?

É a confirmação do avanço! A anestesiologia brasileira possui um comprometimento contínuo com o desenvolvimento de metodologias e diretrizes que contribuem para o bem-estar dos pacientes. O aumento das necessidades e expectativas destes pacientes é uma realidade mundial. É uma honra poder levar esse conhecimento para debates internacionais e trazer para os Brasil as principais inovações no manejo das vias aéreas de forma responsável, para torná-lo mais eficiente e seguro.

-Qual o impacto para a medicina nacional esse destaque que os médicos brasileiros estão tendo frente a entidades internacionais?

Em outubro vimos o diretor da Associação Médica Brasileira (AMB) Miguel Jorge tomar posse como presidente da WMA (Associação Médica Mundial) e, em seguida, o presidente da AMB, Lincoln Ferreira, assumiu a presidência da Confederação Médica Ibero-Latina-Americana e do Caribe (Confemel).

Um brasileiro assumir um cargo em uma sociedade estrangeira é uma barreira que foi vencida, uma prova de que nossa medicina tem avançado e se tornado destaque. Existe, na verdade, uma igualdade entre todos e isso é uma porta aberta para que médicos de outros países também consigam pleitear um cargo de relevância a nível mundial.

– Como sua experiência no associativismo médico vai contribuir para sua atuação na SAM?

Estou há 19 anos atuando especialmente no manejo de vias aéreas. Espero que essa oportunidade de ingressar para a diretoria da SAM me ajude a contribuir ainda mais para promover o desenvolvimento, o bem-estar e o aprimoramento científico dos anestesiologistas, além de garantir a qualidade e a segurança da medicina perioperatória para a sociedade em geral.

Clicando em "Aceito todos os Cookies" ou continuar a navegar no site, você concorda com o armazenamento de cookies no seu dispositivo para melhorar a experiência e navegação no site.

Consulte a Política de Privacidade para obter mais informações.

Aceitar todos os Cookies